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A sessão solene vai contar com discursos de todos os partidos com assento parlamentar, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República.

Carlos César alerta para “perigos” para a democracia

Carlos César evocou a “memória tutelar do açoriano José Medeiros Ferreira, na sua formulação das tarefas que caberiam ao futuro Estado de direito: ‘Democratizar, descolonizar e desenvolver”. Lembrando, depois, que democratizar “é, porém, uma tarefa continuamente incompleta”, o líder da bancada do PS referiu-se à necessidade de um “reforço de transparência”. “Quando olhamos, porém, as incertezas e disfunções do nosso tempo e nos confrontamos com aliciamentos e receituários que se fazem atractivos, que trocam os medos pela intolerância, pela mentira e pelo apoucamento dos políticos e das instituições democráticas – com o propósito não de as reformar mas de as suprimir – será um erro desvalorizarmos esses perigos para a democracia”, afirmou.

O socialista Carlos César lembra as mudanças fundamentais do 25 de Abril na liberdade de pensamento, expressão e acção, cujas novidades foram chegando aos poucos às ilhas açorianas onde vivia.

“O espírito do 25 de Abril é o de sermos valorizados e respeitados por pensarmos e por agirmos todos de forma diferente”, aponta o presidente do PS e da bancada socialista.

Para o seu partido, diz Carlos César, “evocar hoje o 25 de Abril não é necessariamente depreciar a direita política ou obrigatoriamente exaltar a esquerda. É respeitarmo-nos na nossa diversidade!” Uma referência indirecta aos normais discursos dos partidos à esquerda do PS – Bloco e PCP – que insistem em reclamar para si todos os louros pelas conquistas de 1974, como aconteceu nesta cerimónia, no ano passado.

Carlos César, avisa, no entanto, que “todos os cuidados são poucos”, já que actualmente está em recrudescimento a “velha Europa do decadentismo democrático

BE questiona: A Lei de Bases da Saúde será uma “cedência à pressão presidencial?”

O bloquista fez uma referência à actual divergência com o PS sobre a Lei de Bases da Saúde. “O Serviço Nacional de Saúde pode voltar a andar de cravo ao peito, como Arnaut sonhou, ou manterá a porta aberta para o negócio dos privados em cedência à pressão presidencial?”, questionou, lançando uma pergunta semelhante sobre a habitação: “A Lei de Bases da Habitação chegará a ser uma realidade, plena e de cravo ao peito, ou o direito à habitação ficará a depender da vontade dos especuladores imobiliários?”.

Jorge Falcato considerou que “as lutas a que assistimos mostram que o espírito de Abril está bem vivo, que não aceitamos que nos digam que não, que rejeitamos os impossíveis e as inevitabilidades, que acreditamos, como no passado, que o poder pode mudar de mãos”.

JOrge Falcato, do Bloco, lembra que foi ferido por se manifestar contra a extrema-direita

O deputado do Bloco, Jorge Falcato lembra o país do tempo em que nasceu – um Portugal “cinzento e triste”, com o discurso do “respeitinho”, a miséria de tantos, a escola separada por sexo e onde o pensamento “não era livre” – e cresceu – em que a opinião livre trazia a “prisão, a morte ou o exílio” e os amigos “desapareciam às mãos da PIDE” – para dizer que ele mudou em 1974.

Jorge Falcato recorda os movimentos em que participou – como a ocupação do bairro Fundação Salazar, na Ajuda – e as “lutas”. E fala de si próprio depois de lembrar que se Abril é sinónimo de conquistas, está enganado quem pensa que não é sinónimo de “lutas”, e essa é uma realidade que todos os dias é “forçado a não esquecer”: “Foi uma bala da PSP que me colocou nesta cadeira de rodas por ter protestado contra a realização de uma manifestação da extrema-direita.”

O 25 Abril ao minuto, no Twitter

Como habitualmente, a conta do Twitter “25 de Abril de 1974” relata ao minuto como foi a revolução: 45 anos depois.

25 de Abril de 1974@25Abril1974

O Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas constata que a população civil não está a respeitar o apelo já efectuado várias vezes para que se mantenha em casa. Pede-se mais uma vez à população que permaneça nas suas casas a fim de não pôr em

Veja outros Tweets de 25 de Abril de 1974

Anacoreta Correia critica a “banalizada familiaridade”

Num discurso de recados indirectos ao Governo e ao PS, Filipe Anacoreta Correia deixa uma nota que tanto pode ser para António Costa como para Marcelo Rebelo de Sousa. “A deferência diante das instituições em que se tem a honra de servir o país aconselha prudência e repúdio de banalizada familiaridade”, diz o deputado centrista.

Que acrescenta que “a promiscuidade com o poder, seja de âmbito económico, partidário ou familiar, é incompatível com a dignidade democrática”.

Sorgente: Arranca a sessão solene no Parlamento para comemorar Abril | 25 de Abril | PÚBLICO


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