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Mário Soares, o homem que nunca desistiu

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta

Evocação e tributo a Mário Soares

de Jorge Sampaio

A 9 de Março de 1996, depois de tomar posse como Presidente da República, entendi que o primeiro acto do meu mandato só poderia ser o de agraciar o Dr. Mário Soares. Como então afirmei, tratava-se de um sóbrio mas veemente testemunho de gratidão para com uma grande figura da democracia e da liberdade, pelo combate que travou por estes ideais, pela sua acção moral e política para os realizar.

 

Revisito aqui esta homenagem, tanto mais cheia de fortíssimo simbolismo quanto foi com o Grande Colar da Ordem da Liberdade que entendi agraciar Mário Soares, uma distinção que, como é sabido, se destina exclusivamente a chefes de Estado em exercício de funções. Ora, o carácter extraordinário de aquela condecoração lhe ser entregue na hora em que deixava de exercer o cargo de Presidente da República quis pôr justamente em evidência os méritos excepcionais da sua personalidade ímpar, bem como a grandeza e o significado da obra realizada, como tal considerada nacional e internacionalmente.

De resto, outra distinção não faria sentido, de tal forma a vida e obra de Mário Soares traduzem da mais eloquente forma os valores e as razões subjacentes à Ordem da Liberdade, criada em 1976 e que se destina a “galardoar serviços relevantes prestados à causa da Democracia e da Liberdade”, distinguindo cidadãos que se notabilizaram “pela sua devoção à causa dos Direitos Humanos e da Justiça Social, nomeadamente na defesa dos ideais republicanos e democráticos”.

A vida inteira de Mário Soares confunde-se com a luta pela Liberdade, pelos Direitos Humanos, pela Solidariedade. Ele é e permanecerá, aos olhos do mundo, pelo seu combate, antes e depois do 25 de Abril, símbolo da democracia portuguesa.

Dotado de invulgar coragem e determinação, resistiu e combateu heroicamente a ditadura, durante décadas de “combate desigual”. Foi preso, exilado, deportado, perseguido. Nunca desistiu, nunca transigiu, nunca se acomodou. Depois do 25 de Abril, foi em boa medida graças a ele que a democracia portuguesa encontrou o seu rumo, por entre tantos perigos e tentações ilegítimas. Em todos os altos cargos públicos que desempenhou, a Liberdade foi sempre o sentido último da sua acção e do seu magistério.

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